quinta-feira, 26 de junho de 2008

Poema inacabado

A esperança ilude-me com ternura
De um regresso jamais traçado
Perco-me na doce amargura
De amar e não ter sido amado

No breu meus estilhaços reluzem
Afagados por um passado imperial
Que nem todas as cores traduzem
O pulsar de outrora divinal

Tenho frases cravadas no coração
Espinhos de uma rosa que anoitece
Uma dor que ecoa, grita e bate a razão
Lançada sem compaixão ou benesse

Zarpo no mar louco e dorido que me amarrar
Iço minhas velas cuja luz ténua subsiste
Na noite, apenas o frio e o sal no olhar
Busco, suspiro e duvido se o céu ainda existe

Filipe

1 comentário:

bruno disse...

e não é que acertaste!