A esperança ilude-me com ternura
De um regresso jamais traçado
Perco-me na doce amargura
De amar e não ter sido amado
No breu meus estilhaços reluzem
Afagados por um passado imperial
Que nem todas as cores traduzem
O pulsar de outrora divinal
Tenho frases cravadas no coração
Espinhos de uma rosa que anoitece
Uma dor que ecoa, grita e bate a razão
Lançada sem compaixão ou benesse
Zarpo no mar louco e dorido que me amarrar
Iço minhas velas cuja luz ténua subsiste
Na noite, apenas o frio e o sal no olhar
Busco, suspiro e duvido se o céu ainda existe
Filipe
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1 comentário:
e não é que acertaste!
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